A CCP, estrutura que congrega as associações e sindicatos mais representativos das forças e serviços de segurança, entregou ontem no parlamento uma petição, com mais de 12 mil assinaturas, a exigir o fim da penalização das pensões dos profissionais das forças e serviços de segurança ea garantia de 90% da remuneração na reforma. A aprovação da legislação vigente que impõe a redução das pensões de reforma, como oportunamente manifestámos, foi um erro crasso que, agora, os partidos políticos têm a possibilidade e a responsabilidade de corrigir. Não basta louvar-se o papel das polícias na sociedade quando, de forma alguma, se reconhece a penosidade e o perigo das funções exercidas.
E a valorização das funções de segurança não passa só por fazer refletir essa mesma valorização nas pensões de reforma: há que olhar para as remunerações de igual forma, que são baixíssimas e não conseguem fazer com que esta carreira seja atrativa. Não andamos distraídos. É com urgência que entendemos que deve a Tutela reiniciar as negociações sobre o regime remuneratório, que não é revisto há 17 anos e que desmotiva todos aqueles que arriscam a vida diariamente em nome do bem comum.

