O Governo continua a adiar o essencial e urgente: o início imediato das negociações sobre o Regime Remuneratório.
Apesar dos constantes apelos e da necessidade evidente de valorização das carreiras, sucedem-se as reuniões sem avanços, bem como as promessas vagas que não se traduzem em medidas concretas.
O Regime Remuneratório deveria ser a base de qualquer instituição estruturalmente justa e equilibrada, mas este continua sem revisão – está desatualizado e desajustado face à realidade atual e às exigências do serviço.
Adiar o que é urgente apenas agrava o descontentamento e afeta a motivação de quem serve diariamente o país. Querer negociar outra coisa sem antes resolver esta questão é, flagrantemente, tentar ludibriar os profissionais da GNR e não querer solucionar algo que terá um efeito dominó em tantos outros aspetos urgentes e estruturais, nomeadamente a atratividade da carreira para futuros candidatos, cujo número começa já a ser escasso.
É imperativo que o Governo assuma a responsabilidade e se comprometa, de imediato, com uma negociação séria, transparente e eficaz, que reconheça o valor e a dedicação dos profissionais que mantêm o funcionamento do Estado.

