As quatro estruturas da GNR, representativas das três categorias profissionais, designadamente a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), a Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG), a Associação Nacional dos Oficiais da Guarda (ANOG) e a Associação Socioprofissional Independente da Guarda (ASPIG), vêm convocar todos os profissionais da Guarda Nacional Republicana, para uma ação de protesto agendada para o dia 16 de abril de 2026, pelas 18:00, em frente à Residência Oficial do Primeiro-Ministro, em Lisboa.
Realçamos que os profissionais da GNR possuem uma dupla condição, nesse sentido a somar às limitações da sua condição militar, juntam-se também o desgaste rápido, a penosidade, a insalubridade e risco da sua condição policial, limitações e restrições que resultam da missão de Polícia prosseguida pelos elementos da GNR, enquanto Força de Segurança de âmbito Nacional.
Os profissionais da GNR jamais poderão aceitar a aplicação de cortes nas pensões de reforma que rondam os 35%, cortes que vulgarizam o carácter limitativo desta profissão e em especial da condição militar, fazendo tabua rasa do esforço diário em especiais e restritivas condições de trabalho, sendo anulada a única compensação que restava, o cálculo da pensão de reforma.
Perante a desconsideração e o esvaziamento da sua dupla condição, ponto de rutura a que o poder político conduziu estes profissionais nos últimos anos, um grave problema se depara, pois, na verdade, o Senhor Primeiro-Ministro parece querer fingir que este problema não existe.
Nesses termos, perante as gigantescas limitações e a total ausência de um regime de compensação, sobretudo quando analisado o regime laboral aplicável aos militares da GNR, o horário de trabalho imposto, bem como a total inexistência de ferramentas de representação e negociação das Associações da GNR, não resta aos profissionais outra opção que não seja sair à Rua, unindo esforços a uma só voz.
Neste contexto, a plataforma de entendimento das Associações da GNR, deliberou unanimemente que irá participar na ação de protesto já agendada pela CCP junto da Residência Oficial do Primeiro-Ministro.
Apelamos a todos os militares da GNR para que se mobilizem, de forma a participarem ativamente nesta iniciativa, que deverá ser demonstrativa do enorme descontentamento existente no seio da Guarda.
A nossa força reside na união, não esperes que os outros façam por ti!
Lisboa, 03 de abril de 2026
A APG/GNR, A ANSG, A ANOG, A ASPIG

