A Tutela tem-se mantido muda e queda face ao compromisso que assumiu de retomar as negociações com as estruturas da GNR e da PSP. Um mês e quatro dias é tempo mais que suficiente para se inteirar dos processos em curso. Se a ideia for empurrar a questão para o fim da legislatura para tirar dividendos eleitorais, então não aprenderam nada.
Nas últimas campanhas, o extraordinário aproveitamento político que foi feito sobre as remunerações das forças de segurança, o chorrilho de promessas e os ataques organizados às estruturas que tiveram uma postura séria e responsável, levaram a um extremar de posições que se materializou de forma visível nalgumas ações e posturas públicas que causaram apreensão a todos os cidadãos que confiam nas polícias e na democracia.
A tremenda mobilização que existiu radicou no facto de as forças de segurança não se sentirem respeitadas e foi a disponibilidade para o diálogo que colocou sobre esta questão um ponto de ordem. Não aceitamos que as negociações não sejam retomadas com a merecida urgência, a não ser que pretenda o Governo passar a mensagem de que é inútil ter boa-fé, que o oportunismo deve prevalecer sobre o sentido de responsabilidade.

