No dia 29 de setembro, o Ministro da Administração Interna reuniu com as associações representativas dos profissionais da Guarda Nacional Republicana, tendo a Associação dos Profissionais da Guarda — APG/GNR assegurado a sua representação.
A reunião iniciou-se com duas horas e meia de atraso e foi precedida pela divulgação de um comunicado do Ministério da Administração Interna, antes mesmo do início dos trabalhos com as associações. Tal postura é demonstrativa de uma tremenda falta de consideração pelos profissionais que estas estruturas representam.
Relativamente ao suplemento atribuído unilateralmente, a APG/GNR transmitiu que toda e qualquer valorização é, naturalmente, bem recebida pelos profissionais, não tendo de ser aceite por esta ou qualquer outra associação — tal como o próprio título do comunicado do MAI evidencia ao afirmar que o “Governo estabelece…”. Contudo, sublinha-se que esta medida apenas abrange 960 profissionais da GNR, revelando-se manifestamente insuficiente face à universalidade deste corpo policial.
No que respeita aos pontos da ordem de trabalhos, que contemplam a alteração ao Estatuto Remuneratório e a revisão de carreiras, o Governo não apresentou ainda qualquer proposta concreta, limitando-se a marcar uma nova reunião de trabalho para o dia 7 de outubro.
Importa ainda registar que não foram prestadas garantias definitivas de que o que vier a ser negociado venha a produzir efeitos a 1 de janeiro de 2027.
Face ao exposto, a APG/GNR informa que manterá os protestos já agendados, em conjunto com a ASPP/PSP, reafirmando a sua determinação em exigir respostas concretas, justas e tempestivas para os profissionais da Guarda Nacional Republicana.
30 de setembro de 2026
A Direcção Nacional

