A imprensa noticiou esta semana que os crimes contra os profissionais da GNR têm vindo a aumentar, designadamente no último ano. Isto não comporta, em si, qualquer novidade e corresponde à realidade que sentimos no nosso trabalho quotidiano. O aumento da moldura penal de quem agride forças de segurança nada resolveu ou resolverá se o poder judicial continuar a escolher os “mínimos” nas punições aplicadas e se a justiça continuar a ser morosa, fatores que, necessariamente, promovem o sentimento de impunidade.
Subscrevemos a posição do Presidente da República que afirmou: “agredir quem nos protege é fragilizar a liberdade”. Mas será sempre inútil reconhecer a gravidade desta questão sem defender soluções. Implementem-se medidas de fundo, que priorizem as condições de trabalho e o reforço de um efetivo que hoje está envelhecido e é insuficiente. E, o processo de reforço dos meios humanos é indissociável do aumento do número de candidatos, o que só é possível por via da aposta na valorização das funções de segurança pública, conferindo-lhes remunerações dignas e condições de serviço adequadas.

