A Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR, logo aquando da investidura da Ministra da Administração Interna, solicitou uma audiência sem que tenha tido resposta até à data. Da parte da Sr. Ministra nada se tem ouvido sobre os profissionais da GNR, os seus direitos e condições de trabalho, da mesma forma que ainda não registámos desta disponibilidade para reunir com as suas estruturas representativas.
A GNR e os profissionais que a servem estão no limite e, garantir o policiamento preventivo e de proximidade, nos termos do Programa que o Governo levou a votos, tem que passar obrigatoriamente pelo diálogo com as estruturas associativas, respeitando-se o direito de representação dos profissionais.
A APG/GNR entende que o momento que se vive é preocupante, que tem gerado um grande descontentamento no efectivo e que só poderá ter solução por via da adopção de medidas urgentes e de fundo, que garantam condições de trabalho mas que, sobretudo, respeitem os direitos dos profissionais e valorizem as suas carreiras que, como se sabe, são cada vez menos atractivas.
A APG/GNR relembra que, em julho de 2024, firmou um acordo com o Governo e que pretendia dar resposta a estas questões, designadamente e por via da revisão das carreiras, das remunerações e suplementos e do sistema da avaliação.
A APG/GNR quer acreditar que o Governo honrará a sua palavra e desde já exorta a Sra. Ministra a retomar de imediato as negociações, sendo certo que não se coibirá de assumir as formas de protesto e luta que se justifiquem, na ausência de respostas.
Lisboa, 15 de Julho de 2025
A Direcção Nacional

