O sistema remuneratório dos profissionais da GNR não é actualizado há:

16 anos 8 meses 27 dias

Profissionais da GNR agredidos na Quinta do Conde: APG/GNR exige reforço de meios!

A Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR teve conhecimento que dois profissionais da GNR da Quinta do Conde foram agredidos por um grupo de indivíduos, na sequência de uma fiscalização rodoviária.

O Coordenador da Região de Lisboa da APG/GNR deslocou-se ao local de serviço destes profissionais no sentido de, em nome desta Associação, desejar uma rápida recuperação aos dois profissionais da Guarda, bem como ao agente da PSP que interveio em auxílio e cuja atitude revela o sentimento de união que prevalece nas forças de segurança, sempre que as circunstâncias o exigem.

Perante o aumento de agressões às forças de segurança, os profissionais sentem-se desmotivados, até porque, em boa parte das situações, existe uma ausência de consequências penais efectivas para quem pratica este tipo de crime, o que potencia um real sentimento de impunidade. Os indivíduos em causa ficaram com a medida menos gravosa, TIR, o que corrobora o que sempre defendemos, que o aumento da moldura penal nestes casos pouco ou nada importa se se continuar sempre a optar pela punição mínima, desvalorizando-se a gravidade deste tipo de crimes.

Episódios como este ilustram as consequências da falta de efectivo na componente operacional da Instituição  e que deixa os profissionais mais desprotegidos. No que a esta unidade da Guarda diz respeito, a APG/GNR alertou diversas vezes para as consequências da falta de efectivo, quer por via de posição pública, quer em audiência com o Comandante do Comando Territorial de Setúbal, realizada no passado dia 15 de Janeiro deste ano. Este é um contexto que deixa os profissionais mais expostos ao perigo.

A APG/GNR entende que as soluções temporárias que acabam por se perpetuar no tempo, como o recurso ao agrupamento de patrulhas de diferentes postos, potenciam situações em que a autoridade do Estado é colocada em risco, uma vez que os profissionais ficam desapoiados. Note-se que a falta de elementos nesta área tem levado a equacionar-se a eventual supressão de postos — como o de Paio Pires, sendo que a APG/GNR participou na luta contra o seu encerramento.

Importa relembrar que a missão orgânica da GNR é indissociável do patrulhamento territorial e que, sendo os patrulheiros parte da função primordial da Instituição, esta é uma área onde não pode faltar efectivo.

A APG/GNR entende que é urgente reforçar a vertente operacional da Instituição, investindo-se o necessário em meios humanos e formação contínua, apostando-se na protecção dos profissionais e na atractividade da carreira.

Lisboa, 25 de Junho de 2026

A Coordenação da Região de Lisboa

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