Estando já o OE para 2026 aprovado na generalidade e sabendo que, só para não variar, há a intenção de se valorizar as carreiras das forças de segurança e de reforçar o efetivo, é caso para se dizer que, não havendo alterações: não bate a bota com a perdigota.
Não entendo que caminho pretenderá o Governo trilhar, mas entender que profissionais da GNR que ingressam na Instituição com pouco mais de um cento de euros acima da RMMG de remuneração-base vale o preço da vida, que se arrisca em nome do Estado, então o final desse caminho apresenta perigos que não estão a ser calculados. Aliás, o aproveitamento deste contexto, para fins alheios aos interesses dos próprios profissionais, é recente, recorrente e dispensa comentários.
A segurança pública é indissociável da estabilidade económica do país e do bem-estar de todos os cidadãos. Descurar esta premissa é irresponsável. Haja coragem política para se ir mais além. Ainda hoje a APG/GNR e a GNR perderam tragicamente alguém que lhes era próximo, no cumprimento do dever. Qual o preço de uma vida perdida neste contexto? As nossas homenagens e condolências à família do Pedro Manata e Silva.

