A APG comemora amanhã 35 anos. Não são só 35 anos, pois a história da APG, que remonta a tempos de clandestinidade, resulta de um esforço coletivo tremendo no seio de uma GNR que não hesitava em punir vozes dissidentes, aplicava penas privativas de liberdade por via administrativa, em que não existia sequer horário de trabalho.
A trajetória da APG é indissociável da resistência à repressão, que persistiu ao longo de mais de três décadas, uma história assente no contributo de gerações de dirigentes, delegados e associados que ousaram coletivamente lutar pela democratização da Instituição, pela dignificação das suas carreiras e por melhores condições de trabalho.
Independentemente dos obstáculos ultrapassados e das muitas conquistas, não nos move a nostalgia do passado, mas sim aquilo que representa como exemplo, porque sabemos que temos que ir mais longe. Só se avança caminhando e a próxima etapa terá forçosamente que passar pelo direito à negociação coletiva, pela concretização do direito de associação sindical, instrumentos legais fundamentais para melhor que defendamos aqueles que representamos. Temos a mesma determinação de sempre para construir um futuro melhor.

