Sabemos que ainda não foi constituído Governo, mas conhecemos o programa eleitoral de quem foi mais votado. Afirma-se pretender “valorizar profissionalmente, no plano estatutário e das carreiras, os elementos da PSP e da GNR”. Ora, considerando que o fim da legislatura implicou a interrupção das negociações sobre estas matérias, o mínimo que se exige é que o Governo, mal seja empossado, as retome, independentemente de quem venha a assumir a pasta da Administração Interna, de forma ágil e sem expedientes que protelem no tempo a sua conclusão.
Honramos a nossa palavra. Importa relembrar que o acordo que assinámos com a Tutela, a respeito do suplemento de risco, que compreendeu um aumento de 300€ até 2026, partiu do princípio de que matérias relacionadas com a valorização profissional, como os sistemas de avaliação e remuneratório, bem como a alteração nas progressões nas carreiras seriam negociadas.
No meio de tanto ruído que nos tentou descredibilizar, mantivemos o nosso compromisso. Importa que o Governo faça o mesmo, porque ontem já era tarde.

