Suplemento de Missão na PJ
Profissionais da GNR não são mão de obra barata!
É com profunda estupefacção que a Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR tomou conhecimento que foi aprovado em Conselho de Ministros um “suplemento de missão” para as carreiras da polícia judiciária e que pode representar um acréscimo de 700€ no rendimento mensal destes profissionais.
Nada move a APG/GNR contra esta decisão, até porque se entende que é justa e oportuna mas o que se considera absolutamente inaceitável é que não tenha existido tratamento igual para os profissionais da GNR, na medida em que estes também desempenham funções em “em condições de risco, insalubridade e penosidade”, contexto que este suplemento pretende premiar.
Há já várias legislaturas que a APG/GNR tem vindo a reclamar a revisão do sistema remuneratório da GNR, que prevê hoje vencimentos tão parcos que chegam a ser atentatórios da dignidade profissional daqueles que todos os dias arriscam a vida em nome do Estado. Ao invés de demonstrar reconhecimento, apresentou o Governo aumentos salariais simbólicos, abaixo da inflação e que irão agravar a perda de poder de compra dos profissionais da Guarda.
Para contextos de trabalho com equivalente grau de risco deveria existir tratamento igual e, o Governo, ao tratar de forma diferenciada os profissionais da GNR e ao chamar-lhe “suplemento de missão” está certamente a desvalorizar a missão da GNR, a sua missão de segurança pública e que é essencial à manutenção de um Estado de Direito Democrático.
A revolta, descontentamento e indignação que os profissionais da GNR sentirão a respeito desta postura discricionária poder-se-á materializar de muitas formas e, a legitimidade destes sentimentos reside na absoluta falta de resposta do Governo e da Tutela às reivindicações que têm vindo a ser apresentadas.
A APG/GNR exorta o Comando da Guarda a assumir posição em defesa daqueles que Tutela até no sentido de garantir o prestígio e bom-nome da Instituição, que se vê diminuído perante a falta de reconhecimento da sua missão orgânica.
A APG/GNR não irá deixar que este assunto se encerre em si próprio, pelo que promoverá acções de protesto e desde já demonstra inteira disponibilidade para integrar aqueles que venham a ser decididas pela CCP
Sem direito à greve, impõem-se formas criativas e inéditas de protesto!
Lisboa, 30 de Novembro de 2023

