Depois de um verão marcado por polémicas com o Ministro da Administração Interna, que têm “enevoado” a prioridade que deveria ser dada a questões mais estruturais como a segurança pública e os direitos daqueles que a garantem, bom será que a rentrée política venha repor algum sentido de responsabilidade, quer ao Governo, quer aos deputados.
É que este contexto, a par da instabilidade que atravessou a Tutela nos últimos anos, parece querer justificar o facto de ainda estar por concluir a negociação das matérias contidas no acordo feito com as estruturas representativas da GNR e da PSP, que tem já dois anos de atraso. Estão em causa pontos como as remunerações, o sistema de avaliação e as carreiras dos profissionais da GNR. Numa altura em que o Governo já negoceia com alguns sectores de atividade, nada pode explicar que permaneçamos votados ao esquecimento e “chutar” esta questão para outras núpcias não é solução. Mas nós estamos atentos e preparados para dissipar esta “névoa de esquecimento”, que muito se sustenta no mediatismo deste ou daquele acontecimento, sem que nada de verdadeiramente importante se faça. Mais que atentos, estamos preparados para agir, caso nada se altere.

