A APG/GNR reuniu esta semana com a Secretária de Estado da Administração Interna. Entrámos sem agenda e só tomámos conhecimento desta já no local. Estiveram em discussão alterações ao diploma dos serviços remunerados e às regras de higiene, segurança e saúde no trabalho.
Não é que não se tratem de matérias importantes, mas quando é que se vão discutir pontos estruturais como as questões remuneratórias e a escassez e gestão deficitária de efectivo que tanto descontentamento têm gerado?
Começar a construir a casa pelo telhado é má política e neste caso há um objectivo risco de ruína, por não se intervir atempadamente.
O não investimento nas Forças de Segurança, e no caso, o não se considerar os direitos e níveis de desmotivação dos profissionais da GNR, numa altura em que o crime se tornou entretenimento nalguns OCS comporta perigos. É que há quem pretenda capitalizar o descontentamento existente para posições extremistas e anti-democráticas.
A APG/GNR não pretende que a história que lhe dê razão, mas sim que a Tutela passe considerar as suas reivindicações enquanto estrutura legítima, que dá voz aos profissionais da Guarda.
César Nogueira, Presidente da Associação dos Profissionais da Guarda
IN Correio da Segurança | 23-02-2023 | jornal Correio da Manhã


