A postura reivindicativa dos profissionais das forças de segurança tem vindo a subir de tom, na mesma proporção em que a postura do Governo tem sido mais óbvia e que vai no sentido do desrespeito pelas suas carreiras, direitos e importância da sua missão, sem a qual não há garantia da legalidade democrática.
No limite e perante a ausência de respostas, as estruturas das forças e serviços de segurança a que integram a CCP, em que se inclui a APG/GNR, deliberaram agendar um Encontro Nacional para o dia 24 de Maio, em Lisboa, com o objectivo de aí serem decididas formas de luta, que serão assumidas pelas mais representativas associações e sindicatos do sector da segurança interna.
Decorrido mais de um ano de mandato, já se percebeu que a vontade do Governo ou das Tutelas das polícias negociarem é nula e que não existem respostas capazes de repor um número de efectivos adequado, condições de trabalho dignas, carreiras com formas de progressão justas e vencimentos capazes de garantir alguma qualidade de vida e travar a perda de poder de compra.
É por isto que não cederemos, porque a nossa luta é justa, é legítima.

