Dizem que a história se repete. Há sensivelmente um ano decorreram eleições legislativas depois da queda antecipada do Governo e hoje estamos em vias de passar pelo mesmo processo.
Temos na memória as promessas feitas pelos partidos, de darem tudo e mais alguma coisa às forças de segurança, nalguns casos sabendo que o contexto político conferia inviabilizá-las.
Assumir-se, a defesa dos profissionais da GNR vai além de promessas e passa por garantir que têm voz negocial própria e, isso, só pode suceder com o direito de associação sindical. Para que a história não se repita basta que os intervenientes políticos deixem de se escudar em proibições constitucionais inexistentes a reboque da natureza militar. Veja-se a queixa apresentada pela EUROMIL ao Comité Europeu dos Direitos Sociais (CEDS) contra Portugal sobre esta matéria e que foi ganha. Todos devem usufruir de direitos sindicais. Ainda há dúvidas? A quem mete medo o sindicalismo na GNR?
Saudamos todos aqueles que defendem a dignificação das nossas carreiras e remunerações, mas quem melhor para assumir esse papel do que nós próprios?
César Nogueira, Presidente da Associação dos Profissionais da Guarda – IN Correio da Segurança | 19-03-2025 | jornal Correio da Manhã

