Foi decretado estado de alerta em todo o país, na sequência da vaga de calor e do perigo de incêndio.
Naturalmente que o empenho e profissionalismo dos bombeiros são justamente reconhecidos, mas parece que todos se esquecem do papel dos profissionais da GNR.
Os profissionais da GNR despendem todos os anos um esforço sobre-humano e, no teatro de operações, são dos primeiros a chegar e a ter contacto com o perigo, não só combatem directamente os incêndios como intervêm no sentido de garantir a segurança de pessoas e bens.
Nem a perda de vidas na queda de um helicópetro, como sucedeu no ano passado, fez com que se olhasse para o papel da GNR de outra forma.
E quando tanto se fala da falta de meios, assobia-se para o lado no que à GNR diz respeito, onde a carência de efetivo obriga por vezes à suspensão de folgas e de férias.
E já que mais ninguém o faz, daqui saúdamos o humanismo, profissionalismo, empenho e espírito de sacrifício de todos aqueles que, longe da visibilidade mediática, arriscam a vida para salvar outras vidas. Todos os anos relembramos que são estes os verdadeiros heróis anónimos.

