A Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR, ao ter conhecimento da demissão da Ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, não poderá afirmar que esta decisão tenha sido recebida com qualquer surpresa, na medida em que era mais do que expectável no actual contexto.
A APG/GNR não aceitará que esta demissão possa servir de argumento para que se protele a concretização do processo negocial, até porque este teve início em 2024, durante o exercício de funções do actual Primeiro-Ministro, que provisoriamente tutelará esta área e há um acordo assinado para cumprir! Acresce que são conhecidas e públicas as posições que defendidas pela APG/GNR a respeito das matérias em negociação.
A APG/GNR alerta para o facto de as suas reivindicações não se esgotarem nos assuntos constantes do processo negocial, outras existem que merecem respostas urgentes da Tutela e do Governo, como é o caso da legislação que define o cálculo das pensões e que irá penalizar, num futuro próximo, a generalidade dos profissionais da GNR.
Os profissionais da GNR exigem ser ouvidos e é este o momento de o Primeiro-Ministro cumprir o que prometeu. Pouco interessará o nome de quem tutelará esta pasta, se a linha política se mantiver. Os profissionais da GNR têm sido pacientes, considerando a situação que assola o país, que teve já consequências trágicas e tem afetado as populações e também para os profissionais da GNR. A todos deixamos uma palavra de conforto e solidariedade.
Contudo, é importante que não se confunda paciência com inércia. Continuaremos firmes nos objetivos e desde já se exige que o Primeiro-Ministro convoque esta Associação com a desejável celeridade.
Lisboa, 11 de Fevereiro de 2026
A Direcção Nacional

