A dias do ato eleitoral para as Legislativas, no que a Segurança diz respeito, olhando os programas da maioria dos partidos depreendemos que se continua a defender uma Política de remendos, sem qualquer estratégia que produza alterações de fundo.
Importa abordar pontos-chave. É necessário, em primeiro lugar, cativar jovens para as fileiras das Forças de Segurança e isso não se faz sem vencimentos dignos e compatíveis com a missão, sem um subsistema de saúde abrangente, eficaz e tendencialmente gratuito, sem progressões na carreira justas e equitativas para todas as categorias e, por fim, sem a garantia de uma pensão de reforma digna.
Em segundo lugar é necessário criar condições para que a missão seja executada da melhor forma possível, para que consigamos acompanhar a própria evolução de quem pratica crimes e isso só se faz com recursos humanos e materiais.
Posto isto questiono, qual a estratégia que se defende para a segurança pública? O que pretende o poder político das suas Forças de Segurança?
Há muito a fazer e, independentemente de quem forme Governo, esperemos que não se relegue para a “prateleira” o trabalho já desenvolvido e em fase de negociação.

