A Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR remeteu hoje um ofício à Ministra da Administração Interna, com conhecimento ao Comandante-Geral, em que dá conta daquilo que são as condições de trabalho dos Profissionais que prestam serviço na UCCF designadamente no designadamente no Grupo de Guarda de Fronteiras (GGF).
A APG/GNR oportunamente alertou a Tutela para as consequências da extinção do SEF e da transição de competências para a GNR, entendendo que esta última só poderia ser bem sucedida se acompanhada de investimento em meios humanos e materiais, o que não veio a acontecer.
A APG/GNR tem consciência de que os profissionais desta valência se sentem desmotivados, exaustos, sujeitos a uma pressão constante e entregues a si próprios.
As condições de trabalho destes profissionais são extraordinariamente precárias. Há instalações desadequadas, que não oferecem condições mínimas e, em alguns locais, nem existe local para os profissionais se fardarem convenientemente ou fazerem uma refeição. A carência de efectivo é tal que, frequentemente, em alguns locais de serviço os turnos são cumpridos por um profissional sozinho. Acresce, ainda, a imposição europeia do novo Sistema de Entrada/Saída (EES), que tem causado problemas técnicos, atrasado procedimentos e sobrecarregado os profissionais.
Foi tendo em conta este cenário que a APG/GNR solicitou à Tutela intervenção, no sentido de serem garantidas condições de serviço adequadas, quer do ponto de vista dos recursos humanos, quer do ponto de vista material.
Pode consultar o ofício completo na página da APG/GNR, em https://apg-gnr.pt/documentacao/.
Lisboa, 5 de Novembro de 2025
A Direcção Nacional

