O sistema remuneratório dos profissionais da GNR não é actualizado há:

16 anos 11 meses 10 dias

Comemorar a democracia – Por Abril na GNR!

Decorridos 49 anos da instituição de um regime democrático em Portugal, muito ainda há por fazer na GNR. Persistem laivos de um tempo que não deixa saudades, em que a Instituição põe e dispõe dos homens e mulheres que a servem, impondo serviços remunerados que são pagos tardiamente, cumpridos com grande esforço, fora do horário normal de trabalho, desconsiderando o direito dos profissionais à harmonização da sua vida familiar com a vida pessoal por via de normas de colocação “ad hoc” que mantêm longe das suas famílias centenas de profissionais das especialidades, vedando o acesso às especialidades a todos os que têm horário flexível decorrente das suas obrigações com os seus filhos menores, impedindo-se que a progressão na carreira seja justa e transparente, por via de um sistema de avaliação subjectivo que não permite a valorização de todos aqueles que efectivamente possuem mérito para tal.

Este ano, se nenhuma hecatombe ditar o contrário, comemora-se pela primeira vez um período de democracia superior ao da ditadura, que durou 48 anos, pelo que é mais que oportuno relembrar que só um regime democrático é compatível com uma sociedade humanizada, com o respeito por direitos, liberdades e garantias conquistados com Abril.

Também porque o direito à segurança e tranquilidade públicas são direitos de democracia e porque, enquanto estrutura do associativismo profissional a APG/GNR é também, só por si reflexo de democracia, a Associação dos Profissionais da Guarda não podia deixar de participar nas celebrações do 25 de Abril, pelo que apela, desde já, à participação dos profissionais da GNR nos desfiles que terão lugar nas cidades do Porto e Lisboa.

Os profissionais da GNR não têm memória curta e no próximo dia 25 irão relembrar os valores de Abril, que têm poder reivindicativo, que exigem o cumprimento de de valores democráticos basilares, como o direito de associação sindical.

Os profissionais da GNR têm voz e querem ser ouvidos, não aceitam que lhes seja imposto o silêncio, como se Abril não tivesse existido!

A Direcção Nacional 

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