Novo Governo com um Programa que pouco inova em relação ao anterior.
À parte de algumas medidas apresentadas de forma genérica, está claramente afirmada a intenção de se retomarem as negociações sobre as carreiras e a consequente alteração remuneratória. Fica registado o compromisso.
No que respeita às restantes medidas cuja genericidade nos faz duvidar da sua implementação, até porque diz-se «o quê» mas nada sobre o «como» ou o «quando», esperemos que não fiquem no plano das intenções. Estamos atentos.
Prezamos que o Programa alegue priorizar o policiamento preventivo e de proximidade, as condições de trabalho das forças de segurança, o reforço do efetivo e o investimento em meios e equipamentos. Temos imensa coisa a dizer sobre isto. Há décadas que temos reivindicações claras e estruturadas sobre estes assuntos.
Sem meias medidas: entendemos que todas estas medidas só serão eficazes se forem negociadas, sem que fiquemos “pendentes” da boa vontade da Tutela face às nossas solicitações. Alterar a lei do associativismo nesse sentido é uma questão emergente que se impõe numa democracia que se diz desenvolvida e respeitadora dos direitos de todos os cidadãos. Também somos cidadãos e com responsabilidades acrescidas.

