O sistema remuneratório dos profissionais da GNR não é actualizado há:

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APG/GNR Repudia as Declarações do Presidente do ACP!

Nota à Imprensa

À semelhança do que tem vindo a ser habitual, veio o Sr. Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Clube de Portugal, entidade promotora do WRC Vodafone Rally de Portugal veio queixar-se à imprensa do valor pago à GNR pelo serviço de segurança prestado durante a prova e que é garantido pelos profissionais em regime de remunerado.

O Sr. Carlos Barbosa afirma prezar a segurança do Rally indo ao ponto de apelar a que se cumpram as regras da “caríssima GNR” que segundo o próprio “leva couro e cabelo, todos os anos”.

A APG/GNR considera que estas declarações, na senda daquelas que profere todos os anos, são insultuosas, afectam o prestígio da Instituição GNR e desconsideram o trabalho de todos os profissionais da Guarda que anualmente prestam serviço ao Rally, cumprindo quase sempre 24 horas de serviço em condições precárias.

Percebe-se que o que o Sr. Presidente do ACP pretende é que estes profissionais trabalhem de graça, incluindo a segurança do evento no policiamento geral e, considerando o nível de empenho que exige o rally, privando as populações do direito à segurança pública. Aliás o ano passado chegou ao limite de pedir ajuda financeira ao Ministro da Administração Interna!

Dentro do tom de irresponsabilidade a que nos habituou o Sr. Carlos Barbosa já não é sequer expectável que se retrate junto da Instituição e dos profissionais já que apenas pretende aumentar as suas margens de lucro à custa do esforço alheio e, no limite, do direito à segurança dos cidadãos.

Por fim, cumpre reiterar que o Sr. Carlos Barbosa não é de boas contas e que frequentemente os profissionais da GNR são pagos tarde e a más horas, com atrasos por vezes de cerca de um ano, contrariando-se o que está legislado a este respeito e que deveria ser cumprido. Não persistem dúvidas, a lei impõe que estes serviços sejam pagos antecipadamente.

Se o Rally de Portugal tem o relevo que tem, tal só é possível graças ao serviço prestado pela GNR e menosprezar isso é desprestigiar os profissionais e a Instituição que representam.

 Face ao exposto a APG/GNR considera adequado que o Comando da Guarda tome posição, que garanta o cumprimento da Lei e o pagamento atempado dos serviços por parte do Presidente da ACP.

Lisboa, 2 de Maio de 2024

A Direcção Nacional

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