A Direcção Nacional da APG/GNR faz uma leitura muito crítica à postura da Tutela que retomou as negociações sobre as remunerações, carreiras e sistema de avaliação, apresentando uma calendarização a ter início a 17 de Outubro e, como tal, em data posterior à apresentação da proposta de Orçamento de Estado para 2026, o que poderá empurrar para o exercício de 2027 eventuais valorizações remuneratórias que pudessem vir a ser acordadas.
A APG/GNR oportunamente demonstrou o seu desagrado à Tutela, até porque esta calendarização tardia poderá resultar, mais uma vez, em prejuízo para os profissionais da Guarda, que mesmo reunindo os pontos necessários para avançar de nível remuneratório, não avançarão, tornando-se nulos e inúteis os efeitos da avaliação de desempenho.
Não sendo a proposta de OE2026 um documento fechado, a APG/GNR solicitou reuniões a todos os partidos com representação parlamentar, até no sentido de serem apresentadas eventuais alterações que garantam efectivamente a valorização e dignificação das carreiras dos profissionais da GNR.
A APG/GNR entende que a revisão do Sistema Remuneratório é urgente, bem como dos restantes diplomas em negociação, pois só tornando esta carreira aliciante é possível reforçar os meios humanos, apostando-se na sua qualidade, o que não sucede hoje. A redução drástica do número de candidatos prova-o.
A APG/GNR tem pautado a sua conduta neste processo pela transparência, seriedade e boa-fé, motivo pelo qual terá a justa expectativa de que todos os intervenientes lhe possam corresponder com a mesma postura e não concebe outro cenário que não seja o cumprimento cabal do acordo.
A APG/GNR está e estará sempre ao lado daqueles que representa e, se necessário, usará de todos os meios ao seu dispor em defesa da dignificação das carreiras e das condições de trabalho daqueles que representa, recorrendo inclusive ao protesto, caso tal se justifique.
Lisboa, 6 de Outubro de 2025
A Direcção Nacional

