O sistema remuneratório dos profissionais da GNR não é actualizado há:

16 anos 11 meses 10 dias

Aeródromos – Profissionais da GNR continuam a Trabalhar de Graça!

Nota à Imprensa

Com o anunciado encerramento do voo Bragança-Portimão, existe a forte possibilidade de os aeródromos de Bragança, Vila Real, Viseu e Portimão encerrarem muito em breve.

O que é absolutamente insólito é que os cerca de 190 profissionais que garantem a segurança dos aeródromos fora do seu horário de trabalho continuem a desempenhar funções sem receber o respectivo serviço remunerado desde dezembro de 2021! Ou seja, estes profissionais estão a trabalhar de graça há dois anos! Naturalmente que agora se teme que nunca mais tenham acesso aos valores que são seus por direito!

É no mínimo vexatório e de uma tremenda indignidade que se tenham órgãos de polícia criminal a trabalhar de graça durante tanto tempo, enquanto todos os intervenientes, do MAI à Autoridade Nacional da Aviação Civil responsabiliza-se mutuamente sem que se chegue a uma conclusão.

À APG/GNR não interessa onde reside a responsabilidade efectiva do pagamento, se à Tutela se à ANAC, que é uma entidade de direito público, o que não é de todo aceitável é que o Estado, seja qual for a entidade devedora, obrigue a trabalhar de graça durante dois anos!

Como reiteradamente temos afirmado: conhece-se alguma empresa que tenha trabalhadores sem receber tanto tempo sem quaisquer consequências legais? O exemplo deveria vir de cima!

Perante o cenário colocado de eventual encerramento dos aeródromos, a falta de resposta do Governo e o inexplicável atraso no pagamento destes serviços, a APG/GNR convocou um protesto nacional nos aeródromos de Bragança, Vila Real, Viseu e Portimão, no próximo dia 27 de Janeiro, pelas 11 horas.

Independentemente de serem visados 190 profissionais, porque está em causa a imagem da Instituição e a sua dignidade, a APG/GNR apela à participação solidária de todos os profissionais da GNR!

Independentemente do protesto nacional, a APG/GNR não se coibirá de avançar judicialmente até que seja reposta a justiça!

Lisboa, 8 de janeiro de 2024

A Direcção Nacional

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