A Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR reuniu ontem com o Ministro da Administração Interna, no âmbito da retoma das negociações.
Nesta primeira reunião foi discutida uma proposta para atribuição de um suplemento especial de serviço para controlo de fronteiras marítimas e terrestres, estando agendada uma reunião para o próximo dia 29 deste mês, onde se discutirá a reestruturação de carreiras e o Estatuto Remuneratório.
A proposta apresentada, que não foi mais do que uma proposta unilateral, já previamente decidida pelo Governo, além de apresentar valores reduzidos — 160€ desde julho de 2026 e 230€ em janeiro de 2027, por serviço efetivamente prestado —, não tem ainda firmado se será ou não acumulável com o suplemento de patrulha ou de comando. Ora, caso não o seja, estamos a falar de cerca de 76€ em julho de 2026 e 120€ em janeiro de 2027.
Esta medida aplicar-se-á a cerca de 960 profissionais da GNR, que bem merecem todo e qualquer valor que possa advir destas reuniões, mas que, no seu todo, criará mais sentimentos de injustiça, comparando-se com todos os milhares de profissionais que não terão direito a esse suplemento ou a esse mesmo valor, só porque estão inseridos noutras funções, como, por exemplo, de forma mais flagrante, o «patrulheiro».
A APG/GNR defende que este e todos os outros suplementos devem ser negociados aquando da alteração de todo o Estatuto Remuneratório, e não em pequenas alterações que passam, com certeza, uma imagem errada de aumentos para a opinião pública, não resolvendo questões estruturais que afetam todos os profissionais.
Independentemente da pertinência das matérias em discussão no dia 29 de setembro, a APG/GNR não irá desconvocar os protestos que já estão agendados, em conjunto com a ASPP/PSP, até porque entende que já decorreu tempo suficiente e não aceitará que, tal como no ano passado, se protele a discussão desta matéria de forma a não vir contemplada na proposta de Orçamento de Estado que em breve será apresentada.
Face ao exposto, a APG/GNR apela à participação de todos os profissionais nas ações de protesto programadas, sendo a primeira já no dia 28 de setembro, no Porto.
18 de setembro de 2026
A Direção Nacional

