A Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR recebeu diversas denúncias que dão conta de que o Curso de Formação de Guardas que decorria em Portalegre foi interrompido, devido à existência de uma praga de percevejos.
A necessidade de deslocalização do Centro de Formação de Portalegre, por falta de condições, é uma realidade com décadas e à qual não têm existido respostas adequadas.
A par da questão da praga de percevejos, a APG/GNR tem recebido relatos da existência de baratas e de que os formandos do Curso de Guardas pernoitam nas instalações em condições absolutamente indignas, em beliches em que estão 20 elementos por quarto, sem qualquer tipo de climatização. Não será demais relembrar que estas instalações em que pernoitam os formandos são contentores provisórios há já cerca de 30 anos, realidade que, lamentavelmente, dispensa considerações.
Apesar de a construção das novas instalações estar projectada para este ano, o que é absolutamente inadmissível é que não tenham sido, entretanto, encontradas soluções de alojamento adequadas para os formandos e que se chegue ao ponto de tornar esta situação um caso de saúde pública.
Estão em causa mais de 400 formandos cujo primeiro contacto com a Instituição, o Curso de Formação de Guardas, ilustra da pior forma a falta de atratividade que a carreira poderá vir a ter.
A APG/GNR exorta o Governo a tomar medidas urgentes que se entendam como necessárias e que permitam garantir a retoma do Curso de Formação de Guardas com a merecida celeridade e que sejam encontradas soluções que respeitem a dignidade daqueles que pretendem ingressar na Instituição, bem como a sua saúde.
A APG/GNR considera que esta é uma situação gravíssima e que evidencia em rigor os muitos projectos de requalificação e construção de instalações da GNR que se arrastam durante anos apenas no papel.
Lisboa, 15 de Setembro de 2026
A Direcção Nacional

