A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) teve conhecimento de que, no passado dia 6 de Agosto, o Posto Territorial da Moita foi deslocalizado para instalações provisórias, sitas no mesmo concelho. O Coordenador da Região de Lisboa visitou este espaço no dia 23 de Agosto. Apesar de a mudança representar uma melhoria nas condições de trabalho dos profissionais e no atendimento aos cidadãos, as atuais instalações ainda estão longe de ser completamente adequadas.
A APG/GNR acompanha a situação do Posto Territorial da Moita há décadas. Como tal, espera que esta solução provisória não se venha a tornar permanente, tendo em conta os sucessivos atrasos nos procedimentos concursais do contrato de cooperação interadministrativo — firmado entre a Tutela e o Município da Moita para a construção do novo posto —, que já resultaram num acréscimo de despesa na ordem dos 1,2 M€ e com prazo de conclusão previsto apenas para 2028.
Não sendo este um caso único, a morosidade no processo ilustra a pouca importância atribuída às condições de trabalho dos profissionais da GNR, que acabam por prestar serviço durante anos a fio em condições inadequadas e indignas.
A APG/GNR, privilegiando a proximidade com os militares e a defesa das suas condições de trabalho, manter-se-á atenta ao desenvolvimento do processo e tomará posição pública sempre que se justifique. Defender uma Guarda «Próxima, Humana e de Confiança», com níveis ótimos de operacionalidade, passa também por garantir a segurança e o bem-estar daqueles que garantem a segurança pública.
Lisboa, 25 de Agosto de 2026
A Coordenação da Região de Lisboa e Regiões Autónomas da APG/GNR

