O sistema remuneratório dos profissionais da GNR não é actualizado há:

16 anos 11 meses 9 dias

Futurismo

O “Relatório Emprego”, conhecido esta semana, aponta para uma preocupante redução da população ativa, designadamente porque o país é incapaz de reter jovens, optando muitos pela emigração. Na base da questão estão os baixos salários praticados em Portugal. À luz desta realidade percebem-se os seus efeitos nas forças de segurança que, como se sabe, têm tido uma drástica redução de candidatos.

Os profissionais da GNR não vivem isolados da restante sociedade, e, como tal, têm sofrido uma forte perda de poder de compra, fruto do aumento acentuado da habitação e de bens e serviços essenciais, sem que as remunerações tenham evoluído no mesmo sentido.

Somos cidadãos com menos direitos mas com mais deveres, que juraram arriscar a vida em nome de um Estado que os remunera mal, não reconhece o risco da sua profissão e não lhes garante todos os meios e as condições de trabalho que deveriam ter.

Não faço futurismo, mas parece-me que a realidade das forças de segurança pode vir a ser substancialmente mais preocupante. O Ministro tem agora a possibilidade de corrigir um erro de décadas que pode sair muito caro no futuro, cumprindo a promessa de valorizar as remunerações dos profissionais das forças de segurança.

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