Na semana passada, terá a Sra. Ministra referido que, em 2026, as forças de segurança, em início de carreira, terão um aumento de 43%, face a 2023.
O valor inflacionado de 43% deve-se ao facto de se estarem a contabilizar suplementos, designadamente o valor acordado com as associações e sindicatos na anterior legislatura. Contudo, não se diz que desde 2009 que não são revistas as remunerações base, sofrendo estas apenas os aumentos genéricos estipulados para a função pública e que, como se sabe, não têm correspondido à perda de poder de compra imposta pelo aumento de bens, serviços e pela inflação.
Por outro lado, descarta-se a realidade da maioria dos profissionais, que não estão no início de carreira e, ainda, que o atual contexto vai além do dinheiro e é subversor do que seria expectável numa Instituição tão hierarquizada como a GNR.
Ora, nada mais eficaz do que fazer alguns malabarismos aritméticos para se tentar justificar o facto de não se querer rever o sistema remuneratório no próximo ano, sem que nunca o diga explicitamente. Isso não é honesto e jamais o aceitaremos.

