Décadas de alterações legislativas, desde a convergência com a Segurança Social à eliminação de bonificações por tempo de serviço, vieram corroer direitos conquistados, de forma progressiva e silenciosa, sendo que o seu impacto começará a fazer-se sentir de forma mais acentuada a partir de 2026.
A pensão de reforma dos profissionais da GNR está, assim, em risco de encolher para níveis incompatíveis com o risco e a exigência da sua carreira, mais de 30%, caso não se tomem medida urgentes que garantam, ou a alteração da fórmula de cálculo, ou bonificações por tempo de serviço que minimizem os efeitos do processo de inclusão no regime convergente.
Nada disto é alheio à necessidade de se aumentarem remunerações, que é o que serve de base ao cálculo das pensões.
A atratividade da carreira, “priorizada” pelo Governo, também se faz de premissas como esta e é emergente que a Tutela tenha a coragem política para pôr travão a este processo, retomando as negociações com as estruturas associativas.
A valorização dos profissionais da GNR não se proclama: cumpre-se com justiça concreta, garantindo-se que quem serve o Estado e os cidadãos não é abandonado quando termina a sua missão.

