Sempre foi a seriedade e a transparência que pautaram a defesa daqueles que representamos e a dignificação das suas carreiras. Sobre isto não aceitamos lições de ninguém.
A Tutela “atrasou” as negociações para reunir com todas as estruturas, mesmo com as que não aceitaram o acordo e que, sistematicamente, colocam em causa a boa-fé de todos os envolvidos.
A assinatura do acordo com a Tutela foi o que permitiu a negociação das carreiras, dos sistemas remuneratórios e de avaliação, logo, dizerem que não aceitam o acordo mas depois sentarem-se à mesa para o negociarem é, no mínimo, incoerente.
É nas decisões difíceis, mas ponderadas, que se sobressai quem realmente defende os interesses dos profissionais. É tão mais fácil ser-se um “falso profeta”, dizer o que todos querem ouvir, sem realismo.
Uma coisa garanto, não enganaremos os profissionais só porque é mais fácil prometer “balúrdios”. As nossas propostas são coerentes e possíveis, assim haja vontade política.
Esta é uma irónica situação de impasse que não aceitamos. Se há vontade de protelar a revisão de matérias tão importantes, não contem connosco. Sabe a Sra. Ministra que pretendemos o processo concluído no 1.º semestre. Algo se passa e que transcende o bom senso e a razoabilidade.
César Nogueira, Presidente da Associação dos Profissionais da Guarda
IN Correio da Segurança | 05-03-2025 | jornal Correio da Manhã

