Os últimos Governos têm marcado a gestão da PSP e da GNR pela incompetência e omissão . Sentimos desconforto com estas palavras, mas, mesmo sendo positivos e procurando eufemismos, rendemo-nos à inclusão linguística, face ao cenário desastroso a que chegamos.
Será que os governantes têm noção da realidade ou no Olimpo o distanciamento não permite e a miopia consciente e propositada não alcança?
As decisões estruturais nos últimos anos são quase nulas. Nos últimos 2 anos melhoramos a retórica e as promessas de investimentos de milhões foram frequentes, mas….. PUFF! Mais do que NADA!
ASSUMAM AS VOSSAS RESPONSABILIDADES.
Terão coragem de assumir que a execução dos milhões anunciados até à exaustão não chegou a 30%? E que grande parte das promessas ficou sem resposta? Será que a culpa é novamente dos outros?
A PSP e a GNR são os bastiões, não exclusivos, da segurança em Portugal e se somos o 7° país mais pacífico do Mundo devemos ter “alguma” responsabilidade, pelo menos os próprios governantes assim o assumimos.
A Polícia não é um mal necessário. Hoje, a segurança é cada vez mais reconhecida como um pilar essencial para o normal funcionamento das instituições, para o equilíbrio e bem-estar da comunidade e para o próprio desenvolvimento económico , confirmando-se que o trabalho da PSP e da GNR não se limita a garantir a defesa dos direitos fundamentais, enquanto instrumento da paz social e da justiça, mas apresenta-se numa nova dimensão, enquanto garantia do próprio desenvolvimento económico, nomeadamente do turismo e no investimento estrangeiro . Apenas cidades seguras estão crescendo.
BASTA DE SERMOS (DES)GOVERNADOS IDEOLOGICAMENTE!
O valor do suplemento de missão da PJ, aliado aos valores dos suplementos de piquete e turno, quase 10 vezes superiores aos da PSP e da GNR , foram uma gota de água. Não merecíamos tamanha falta de respeito e de consideração.
OS PROFISSIONAIS DAS FORÇAS DE SEGURANÇA SENTEM-SE TRAÍDOS PELO GOVERNO.
O suplemento de missão na PJ visa compensar a penosidade, o risco e a insalubridade, enquanto na PSP e GNR compensam todas estas dimensões e a restrição de direitos ! A PSP e a GNR não têm direito a greve, porque se o fazem os governantes recuperariam da surdez selectiva, da falta de vontade e sentar-se-iam de forma responsável à mesa de negociações. É fácil tratar mal e “abusar destes que pelas funções que desempenham mereciam uma atenção acima da média, mas são cronicamente ignorados/adiados”. SR. MINISTRO, SABE QUEM ASSEGURA A RESPOSTA DE 1ª LINHA?
“Há um esforço que tem vindo a ser feito de valorização das condições salariais nas forças de segurança”, sendo “um esforço que o Estado deve continuar a fazer” e se “responsabilidades futuras”, esta valorização salarial dos elementos da PSP e GNR vai continuar a ser feita nas forças de segurança. “Esse é o compromisso que eu quero assumir”, prometeu o MAI. Mais promessas. O poder de compra dos profissionais das Forças de Segurança não melhorou, degradou-se. SEJA SÉRIO SR.MINISTRO
“Há alturas em que é preciso desobedecer” disse Salgueiro Maia, herói da Revolução. Os profissionais das Forças de Segurança estão fartos de promessas e de falta de coragem e de competência para Administrar a PSP e a GNR.
NÃO SOMOS UM PAÍS RICO E NOS ÚLTIMOS ANOS TEMOS DESPERDIÇADO MUITO DINHEIRO COM INCOMPETENTES!!!
Tendo em conta o cenário desastroso em que nos encontramos e as tentativas frequentes de matar a PSP e a GNR, assumimos as seguintes formas de luta e reivindicações:
– entrega de petição na reunião do Conselho de Ministros de 7 de dezembro de 2023 e entrega simbólica de platinas de todos os postos, como sinal de desvinculação completa com estes governantes;
– solicitação de negociação no prazo de 1 semana dos suplementos remuneratórios;
– concentração de associados das estruturas sindicais, dentro das 15h legalmente permitidas;
– pedidos de licença sem vencimento;
– solicitação de audiência a S.Exa o Presidente da República que, por várias vezes demonstrou preocupação com as desigualdade de tratamento com as Forças de Segurança;
– solicitação de audiências a todos os grupos parlamentares;
– presença aleatória nos atos oficiais do Ministro da Administração Interna e do Governo, com o culminar de uma manifestação de profissionais das Forças de Segurança na tomada de posse do novo Governo;
Outras formas de luta poderão ser tomadas, à dimensão da falta de respeito e desconsideração do Governo, do atual e dos futuros que têm a obrigação de ter conhecimento da situação catastrófica e de a resolver.
NÃO VAMOS PARAR, enquanto não formos tratados com dignidade e respeito, com paridade, porque o valor destes foram definidos pelo governo:
– Igualar os suplementos de turno e de piquete da PSP e da GNR, aos da PJ;
– Igualar o Suplemento por Serviço e Risco nas Forças de Segurança da PSP e GNR, ao suplemento de missão da PJ.
Lisboa, 06 de dezembro de 2023
Associação Nacional Autónoma de Guardas
Associação Nacional de Sargentos da Guarda
Associação dos Profissionais da Guarda
Associação Socioprofissional Independente da Guarda
Associação Sindical dos Profissionais de Polícia
Sindicato dos Profissionais de Polícia
Sindicato Nacional dos Oficiais de PolíciaSindicato Nacional da Polícia
Sindicato Unificado de Polícia
Sindicato Independente de Agentes de Polícia
Sindicato Nacional da Carreira de Chefes

