O sistema remuneratório dos profissionais da GNR não é actualizado há:

16 anos 11 meses 10 dias

APG/GNR Repudia as Declarações do Presidente da ACP!

Fica-lhe mal o papel de vítima

Nota à Imprensa

Veio o Sr Carlos Barbosa, Presidente da ACP e organizador do Rally de Portugal, em declarações recentes “queixou-se” de pagar balúrdios aos profissionais da GNR que garantem a segurança da prova.

Não bastasse o despropósito das declarações, assumindo um papel de vítima que não lhe fica bem, numa tentativa de colocar a opinião pública contra os Guardas, tenta passar a ideia de que para o ano a realização da prova pode estar em causa por causa dos valores pagos, referindo que nos outros países as forças de segurança não recebem por este tipo de serviço.

Em primeiro lugar afirme-se com clareza que o Sr. Carlos Barbosa não é de boas contas e que não foram poucas as vezes em que os profissionais da GNR foram pagos tarde e más horas. Aliás isto é recorrente, com atrasos de cerca de um ano, contrariando-se o que está legislado a este respeito.

Em segundo lugar, desafiamos o Sr. Carlos Barbosa a indicar qual é o país da Europa que não paga os serviços prestados fora do horário normal de serviço às suas forças de segurança e ainda, que diga o que pretende, se é integrar a segurança ao Rally no policiamento normal, dentro do horário de serviço, empenhar centenas de meios humanos e materiais e privar as populações do direito à segurança, usando o erário público em seu proveito.

As declarações do Presidente da ACP são vergonhosas, irresponsáveis e, é no mínimo exigível que se retrate. É que, para além dos milhões que gere e que a ACP certamente encaixa, isso só é possível graças ao excelente desempenho dos profissionais da GNR, que não estão disponíveis para trabalhar de graça!

Note-se que os profissionais da GNR realizam este serviço após o serviço ordinário, fazendo quase sempre 24 horas de serviço, sem descanso e em condições precárias.

O Sr. Carlos Barbosa, ao invés de vir a público fazer figura “de pobre vítima”, quer dos impostos, quer dos valores pagos aos profissionais GNR, poderia experimentar começar por cumprir a Lei e pagar atempadamente os valores devidos pelos serviços que requisitou.

A prova poderá ser importante para a economia do País, sendo certo que não pode ser efetuada sem segurança, mas tudo na vida se paga e ninguém terá disponibilidade para trabalhar de graça para que o Sr. Carlos Barbosa aumente a sua margem de lucro à custa do esforço alheio.

O mínimo exigível é um pedido de desculpa aos profissionais da Guarda, sendo certo que sabemos de antemão que não é alguém de bom trato e que reage sempre explosivamente cada vez que a APG/GNR toma posição pública sobre o atraso no pagamento deste serviço, chegando mesmo a contactar telefonicamente o seu Presidente para mostrar o seu desagrado. Quereria o inverso? Que defendêssemos o trabalho gratuito daqueles que representamos? Jamais!

Da mesma forma, parece-nos adequado que o Comando da Guarda tome posição, que garanta o cumprimento da Lei e o pagamento atempado dos serviços por parte do Presidente da ACP, já que este já demonstrou a mínima consideração pela Instituição e pelos profissionais que a servem.

Lisboa, 13 de Maio de 2023

A DIRECÇÃO NACIONAL


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