A APG/GNR comemora hoje 34 anos de vida, de história, de luta, de confiança no futuro. Porque o futuro resulta de decisões do passado e do presente, é importante relembrar que o associativismo profissional nasce na clandestinidade, num contexto de perseguição e punição àqueles os que ousavam erguer a voz em defesa de todos. A estes, o nosso maior sentido reconhecimento.
Não sem obstáculos, prevaleceu a coragem e a vontade de justiça que acabaram por se reflectir na Lei. Ainda “ontem” não existia um horário de trabalho na GNR e eram aplicadas penas de prisão por força da vigência do RDM. Importa relembrar, pois o caminho foi longo e o contributo da APG para a modernização da GNR é inestimável.
Mas não vivemos no passado, sabemos que há muito por conquistar. Tal só pode suceder ultrapassando-se barreiras psicológicas e uma cultura militarista que persiste e condiciona direitos. Não aceitamos que se passe um atestado de menoridade aos profissionais da GNR, quando todos os outros têm o direito de associação sindical.
O futuro é o sindicalismo, o único formato capaz de garantir que temos peso negocial e os mesmos direitos que os demais cidadãos.

