O sistema remuneratório dos profissionais da GNR não é actualizado há:

16 anos 11 meses 9 dias

112º Aniversário da GNR

Respeito pela Instituição e pelos seus Profissionais

Nota à Imprensa

Decorre hoje a cerimónia comemorativa do 112º aniversário da Guarda Nacional Republicana. É oportuno que a APG/GNR saúde nesta data o profissionalismo, disponibilidade e empenho dos milhares de profissionais da GNR que diariamente dão o melhor de sim em prol da segurança do cidadão, frequentemente sem as condições de trabalho adequadas e sem o reconhecimento.

A APG/GNR, hoje, não pode ficar indiferente àquilo que uma cerimónia deste género representa e que contrasta em absoluto com a realidade no terreno, que em nada prestigia da GNR.

Ainda hoje um OCS noticiava que a GNR não paga a fornecedores há cerca de 5 meses e que, em consequência, há um elevado número de veículos inoperacionais, por recusa destes mesmos fornecedores em repará-los sem receberem os valores faturados desde Janeiro, acrescendo o facto de se aproximar o Rally de Portugal, que obrigará ao empenho de um número elevado de viaturas que, naturalmente, ficarão em falta no serviço orgânico diário da GNR – a segurança pública.

Esta notícia não surpreende a APG/GNR, até porque diariamente nos chegam relatos que vão ao encontro do seu conteúdo, sendo certo que neste momento os constrangimentos para o exercício da actividade operacional são múltiplos, não só por falta de meios humanos, mas também porque existirá um número elevadíssimo de viaturas, motociclos, embarcações e não só que se encontram inoperacionais.

Segundo denúncias diversas, o número de viaturas e motociclos inoperacionais correspondiae a um terço daquelas que estão operacionais e o caso das embarcações inoperacionais é ainda mais gritante, na medida em que o número das que estão sem funcionar é superior ao número das que estão ao serviço.

É caso para questionar o ênfase dado pelo Governo aos milhões para intervenções públicas, até porque é certo que não têm sido dirigidas para as forças de segurança. A título de exemplo: orçamentou-se na Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos do MAI 131M€, sendo certo que, em 2022, só foram executados cerca de 20M€, ou seja 15,56 % do total. Não basta anunciar ou colocar no papel, há que executar!

A APG/GNR considera a situação gravíssima, na medida em que, como é óbvio, o socorro às populações poderá estar condicionado e, caso exista alguma falha por não haver resposta em tempo útil, fica a eterna dúvida de quem terá a responsabilidade.

Passar uma imagem pública de uma GNR que não é de boas contas afecta de forma séria o bom nome, a imagem e o prestígio da Instituição, argumentos que tantas vezes já foram usados para punir dirigentes da APG/GNR, por prestarem declarações em defesa daqueles que representam.

A APG/GNR desde já exige que se esclareça este assunto, que se apurem causas e que sejam afectados os meios necessários ao normal funcionamento da Instituição, permitindo-se o pagamento pontual  de todas as suas obrigações, entre as quais se incluem os próprios profissionais, que estão há muitos meses a aguardar o pagamento de serviços remunerados, sem que nenhuma justificação lhes seja apresentada.

Lisboa, 10 de Maio de 2023
A Direcção Nacional





Scroll to Top